O Marketing no Desconfinamento Visto à Luz da Opinião de Especialistas
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A pandemia do COVID-19 impôs uma nova realidade para os hábitos dos consumidores: mais compras online, mais comunicação por via digital, teletrabalho.
O recente estudo “Barómetro das Marcas” realizado pelo Omnicom Media Group junto de 62 profissionais da área do marketing mediu as suas expectativas sobre como as empresas e consumidores estão e irão encarar esta fase designada de “Novo Normal”.
As principais conclusões desse estudo podem resumir-se em quatro conceitos a reter:
- Flexibilidade: advém da necessidade de cada vez mais, as marcas terem capacidade de adaptação e resposta aos novos padrões de consumo;
- Planificação: surge como uma salvação para a retoma, em que só sobrevivem as marcas que tenham o chamado “plano B”;
- Relacionamento: os consumidores, valorizam sobretudo as marcas que consigam construir relações e que privilegiem os seus compromissos ambientais e sociais;
- Digitalização: as marcas que ainda não aderiram, deverão perceber as vantagens e o valor acrescentado que esta forma de comunicar e/ou vender, pode trazer aos seus negócios.
Conheça vários dados relevantes segundo a opinião dos inquiridos:
- 72% apontou que as perspetivas de recuperação de qualquer negócio ligado à área do marketing, no rescaldo do desconfinamento, são ainda muito contidas;
- 74% referiu que durante a fase de confinamento, houve a necessidade de se proceder a uma revisão do orçamento destinado às ações de marketing;
- 68% considera fundamental continuar a reforçar a comunicação durante esta fase para que a relação com o consumidor se mantenha;
- 94% considera que a COVID-19 acelerou um conjunto de transformações que seriam expectáveis num futuro próximo e o maior exemplo disso é a digitalização da comunicação;
- 96% pensa que o crescimento do comércio eletrónico é um exemplo de um comportamento que surgiu como reação ao confinamento e que continuará mesmo após o final do surto;
- Pela negativa, as quebras nas ativações de marca e campanhas multimeios, como resultado da diminuição ou do adiamento ou cancelamento dos eventos e/ou patrocínios;
- 74% dos inquiridos considera que existe uma maior flexibilização a nível da organização do trabalho, como a possibilidade de teletrabalho e a digitalização de processos;
- 70% considera que a comunicação das marcas terá de ser reajustada, atribuindo um maior ênfase numa mensagem mais emotiva, com foco nas relações humanas, sendo que 81% afirma que isso irá mesmo acontecer;
- 60% entende que a comunicação vai privilegiar a autenticidade das marcas;
- 69% pensam que ainda há muitos pontos de venda que terão que pensar em investir em plataformas de comércio eletrónico para que se ajustem à nova realidade de consumo;
- 56% afirmam que para acompanhar as mudanças no mercado, eventualmente, será necessário repensar a oferta;
- 47% perspetivam que nesta fase irá ocorrer um regresso progressivo aos hábitos e atitudes de consumo nos moldes tradicionais;
- Por outro lado, outros 47% admitem que possa ocorrer um consumo de retração, com os consumidores a adotarem um comportamento idêntico ao da fase de confinamento;
- Apenas 5% dos inquiridos acredita que possa haver um “consumo de vingança”, ou seja, que exista um forte ímpeto de consumir por compensação ao período de confinamento;
- 47% considera que os compromissos ambientais e sociais estarão no centro da comunicação;
- 40% pensa que haverão lançamentos de novos produtos/serviços para dar resposta a novas necessidades;
- 40% considera que as mensagens das marcas serão otimistas e focadas em solidariedade;
- Por fim, apenas 52 % afirmam que até ao final do ano o setor do marketing já estará a retomar alguma estabilidade.
Fonte:
- Sapo 24 - https://24.sapo.pt